Teste com fluoresceína
Aplicação do corante fluoresceína para identificar com precisão a localização e a extensão da úlcera. A lesão se cora em verde, ficando evidente o tamanho real do defeito na córnea.
Avaliação oftalmológica completa para identificar a profundidade da lesão e definir o tratamento clínico ou cirúrgico mais adequado. Atendimento na Ilha do Governador.
A úlcera de córnea é uma lesão na camada mais externa do olho, a córnea, aquela superfície transparente que cobre a íris e a pupila. Pode ser superficial (atinge apenas o epitélio) ou profunda (compromete o estroma, podendo evoluir para descemetocele ou perfuração).
É uma das urgências oftalmológicas mais frequentes em cães e gatos. Por ser uma estrutura sem vasos sanguíneos, a córnea cicatriza mais lentamente que outros tecidos, e qualquer demora no tratamento aumenta o risco de complicações graves, incluindo perda da visão.
Causas comuns: traumas (galho, unha de gato, brincadeira), corpo estranho no olho, olho seco crônico (ceratoconjuntivite seca), infecções bacterianas ou virais, alterações nas pálpebras (entrópio, distiquíase), e em gatos, herpesvírus felino.
Importante: diante de qualquer um desses sinais, a recomendação é avaliação oftalmológica em até 24 horas. Úlceras evoluem rápido.
A precisão do diagnóstico determina o tratamento certo. Úlceras superficiais e profundas têm condutas completamente diferentes.
Aplicação do corante fluoresceína para identificar com precisão a localização e a extensão da úlcera. A lesão se cora em verde, ficando evidente o tamanho real do defeito na córnea.
Avalia a profundidade da lesão, edema corneano associado e possíveis complicações como descemetocele (úlcera muito profunda).
Mede a produção de lágrima. Olho seco é uma causa importante de úlceras crônicas e recorrentes, e descartar é parte do protocolo.
Verifica se há alterações como entrópio, distiquíase ou cílios ectópicos que possam estar causando trauma repetido sobre a córnea.
Em úlceras infectadas ou que não respondem ao tratamento inicial, é coletado material para identificar o agente causal e direcionar a terapia antibiótica.
Inspeção minuciosa, incluindo as faces internas das pálpebras e a membrana nictitante, para localizar grãos de areia, fiapos ou outros corpos estranhos.
O protocolo varia conforme a classificação da úlcera. Identificar corretamente o tipo é o que define o sucesso.
Tratamento clínico com colírios antibióticos profiláticos, lubrificantes oculares, controle da dor e uso de colar elizabetano. Costuma cicatrizar em 5 a 7 dias com acompanhamento regular.
Úlcera superficial que não cicatriza. Exige debridamento da borda do epitélio para estimular cicatrização adequada. Pode requerer queratectomia em grid ou pontuada.
Compromete o estroma corneano. Requer tratamento agressivo: antibióticos tópicos potentes, atropina, lubrificantes intensivos e reavaliações frequentes. Em parte dos casos, há indicação cirúrgica.
Emergência cirúrgica. Indicação de tarsorrafia, recobrimento conjuntival, transposição corneoconjuntival ou ceratoplastia. Procedimento em microscópio cirúrgico.
Quadro grave, com derretimento ativo da córnea. Tratamento de urgência com colírios anticolagenásicos, antibioticoterapia potente e, frequentemente, intervenção cirúrgica.
Sempre que houver causa subjacente identificada (olho seco, entrópio, distiquíase), o tratamento da causa é parte do plano. Sem corrigir a origem, a úlcera tende a recidivar.
Úlceras superficiais bem tratadas têm excelente prognóstico. Mas o quadro pode evoluir rapidamente: em 24 a 48 horas, uma úlcera simples não tratada pode se aprofundar, infeccionar ou perfurar.
Por isso a recomendação consistente: diante de qualquer sinal de incômodo ocular (olho fechado, lacrimejamento, secreção), procurar avaliação oftalmológica veterinária imediatamente. Não esperar "ver no que dá".
Outro ponto crítico: não usar colírios humanos no pet sem orientação. Colírios com corticoide aplicados sobre úlcera podem agravar drasticamente o quadro, levando até a perfuração da córnea.
Olho fechado, sensibilidade à luz e lacrimejamento são sinais clássicos de úlcera de córnea, mas também aparecem em uveíte, glaucoma e corpo estranho. Apenas a avaliação oftalmológica diferencia. A recomendação é não esperar e levar para avaliação em até 24 horas.
Não. Colírios humanos, especialmente os com corticoide, podem agravar drasticamente uma úlcera, levando à perfuração do olho. O uso de qualquer colírio em pets deve ser sempre por orientação veterinária.
Úlceras superficiais simples costumam cicatrizar em 5 a 7 dias com tratamento correto. Úlceras indolentes podem levar semanas. Úlceras profundas ou cirúrgicas têm tempo de recuperação mais longo, com acompanhamento estendido.
A córnea não tem vasos sanguíneos, então a única forma de "entregar" medicação ao tecido é pelo colírio aplicado em alta frequência. Em úlceras graves, pode ser necessário aplicar colírio a cada 1 ou 2 horas, inclusive durante a noite.
Sim, especialmente quando há causa subjacente não tratada (olho seco, alteração de pálpebra, herpesvírus em gatos). O tratamento da causa de base é fundamental para evitar recidiva.
Para casos que exigem avaliação imediata, entrar em contato pelo WhatsApp ou telefone (21) 3795-3000 informando a situação. Veja como funciona o atendimento de emergência.
Entre em contato para agendar sua consulta ou tirar dúvidas sobre os tratamentos.