Biomicroscopia com lâmpada de fenda
Avalia em detalhes o cristalino, identificando o grau de opacificação, a localização da catarata e diferenciando de outras condições semelhantes.
Microcirurgia em microscópio cirúrgico, com avaliação pré-operatória completa e acompanhamento pós-cirúrgico. Realizada na Olhos Vet Rio, Ilha do Governador.
A catarata é a opacificação do cristalino, a lente natural que fica dentro do olho. Quando o cristalino fica opaco, a luz não chega corretamente à retina, e o pet perde gradualmente a visão. A condição é progressiva e, quando não tratada, evolui até a cegueira do olho afetado.
Em cães e gatos, a catarata pode aparecer por diversas causas: predisposição genética (frequente em raças como Poodle, Cocker, Husky, Schnauzer, Labrador), diabetes mellitus (causa de catarata muito rápida em diabéticos), traumas oculares, idade avançada e inflamações crônicas dos olhos.
Importante: a aparência azulada também pode ser sinal de esclerose nuclear (envelhecimento natural do cristalino, sem perda de visão). Apenas a avaliação oftalmológica diferencia as duas condições.
O diagnóstico da catarata exige equipamentos específicos e avaliação por veterinário oftalmologista. Não é possível identificar com precisão apenas pela observação caseira.
Avalia em detalhes o cristalino, identificando o grau de opacificação, a localização da catarata e diferenciando de outras condições semelhantes.
Verifica a integridade da retina e do nervo óptico. Essencial para confirmar se há viabilidade visual após a cirurgia.
Descarta glaucoma associado, uma complicação que pode coexistir com a catarata e que altera a conduta cirúrgica.
Em casos pré-cirúrgicos, é solicitada para confirmar que a retina ainda responde aos estímulos luminosos. Realizada em laboratório parceiro.
Em cataratas maduras que impedem a visualização do fundo do olho, o ultrassom verifica se há descolamento de retina ou alterações estruturais.
Hemograma, bioquímico, avaliação cardiológica e demais exames para garantir que o pet tem condições clínicas adequadas à anestesia.
A microcirurgia de catarata é realizada com o pet sob anestesia geral, em centro cirúrgico, com microscópio cirúrgico. O procedimento envolve a remoção do cristalino opaco.
Avaliação clínica geral, exames de imagem oculares, exames laboratoriais e cardiológicos. Uso de colírios anti-inflamatórios nos dias que antecedem a cirurgia.
Protocolo anestésico individualizado conforme idade, raça e condições clínicas do pet. Monitoramento contínuo dos parâmetros vitais durante todo o procedimento.
Realizada em microscópio cirúrgico. O cristalino opacificado é removido por meio de técnica específica e o conteúdo intraocular é aspirado de forma controlada.
O pet permanece em recuperação anestésica monitorada. Recebe alta no mesmo dia ou no dia seguinte, com colar elizabetano e medicações orientadas.
Reavaliações em dias específicos para acompanhar a cicatrização, ajustar colírios e medicações. A presença do tutor nesses retornos é essencial para o sucesso do procedimento.
Acompanhamento periódico após o pós-imediato, para identificar precocemente qualquer alteração ocular.
Nem todo pet com catarata é candidato à cirurgia. A indicação depende da idade, das condições clínicas gerais, do estado da retina, da presença de outras doenças oculares e do tempo de evolução da catarata.
O papel da avaliação oftalmológica é justamente determinar, caso a caso, se a cirurgia é a melhor conduta, ou se o pet se beneficia mais de acompanhamento clínico. A decisão é tomada em conjunto com o tutor, com base no quadro completo.
Importante: pacientes diabéticos exigem controle glicêmico estável antes da indicação cirúrgica. Em pets idosos ou com comorbidades, a avaliação cardiológica e anestésica é mais rigorosa.
A catarata em cães e gatos não regride com colírios ou medicações orais. A única forma de remover a opacificação do cristalino é por meio de cirurgia. Por isso a importância do diagnóstico precoce e da avaliação oftalmológica regular.
Não existe idade fixa. A indicação considera o estado da catarata, a saúde geral do pet e a viabilidade da retina. Em cataratas hereditárias, a recomendação é avaliar precocemente. Em cataratas senis (de idade), considera-se também a condição clínica do paciente idoso.
Na maioria dos casos, o pet recebe alta no mesmo dia ou no dia seguinte ao procedimento. O acompanhamento pós-operatório é feito em retornos ambulatoriais.
O pós-operatório imediato dura cerca de 2 semanas, com uso de colar elizabetano e administração de colírios e medicações orais conforme orientação. A cicatrização completa e a recuperação visual seguem ao longo de algumas semanas, com retornos para monitoramento.
O valor é informado durante a consulta de avaliação, considerando o estado do pet, os exames complementares necessários, o protocolo anestésico individual e o acompanhamento pós-cirúrgico. Em respeito às normas do CFMV, não divulgamos valores de procedimentos fora do contexto da consulta.
Sim, com controle glicêmico estável. Cães diabéticos são, inclusive, candidatos frequentes. A catarata em diabéticos costuma ser de evolução rápida e bilateral, e a avaliação pré-cirúrgica é mais rigorosa, com exames laboratoriais ampliados.
Mesmo em casos de catarata avançada, há indicação cirúrgica em parte dos pacientes, desde que a retina e o nervo óptico estejam preservados. A avaliação com lâmpada de fenda, ultrassom ocular e eletrorretinografia confirma a viabilidade.
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